Primeiro é importante entender que os adoçantes dietéticos são produzidos a partir de edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais responsáveis pelo sabor doce, e possuem poder adoçante, geralmente, muito maior que o açúcar produzido a partir da cana-de-açúcar.

A indicação de adoçantes é recomendada apenas para quem segue dietas especiais, como as de restrição alimentar para portadores de diabetes, ou para quem busca o emagrecimento. Para as pessoas que não têm estas preocupações, a nutricionista lembra que a ingestão do açúcar convencional é permitida, sendo necessário, contudo, evitar exageros.

O uso da sacarina já é proibido no Canadá e o ciclamato, nos Estados Unidos, uma vez que pesquisas científicas realizadas em camundongos, nestes países, constataram que essas substâncias aumentam o risco de câncer. Embora não tenham sido realizadas pesquisas que comprovem esse risco para humanos, é recomendado que o consumidor restrinja a quantidade no consumo destes compostos.

Os adoçantes mais indicados atualmente são os à base de esteviosídeo e de sucralose, pois são extraídos de vegetais e frutas, portanto, naturais e sem contraindicações.

Para facilitar a informação sobre o assunto, a nutricionista lista a seguir, os principais tipos de adoçantes existentes e suas características

Naturais (extraídos de vegetais e frutas)
Adoçante Principais Características
Tem 300 vezes mais poder edulcorante em relação à sacarose (presente no açúcar).
Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Esteviosídeo (STÉVIA) Não produz cáries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins, sorvetes e iogurtes dietéticos.
É hoje o adoçante mais recomendado!!!
IDA (Ingestão diária aceitável): 5,5 mg/kg de peso corporal.
É uma molécula modificada da sacarose.
Não deixa sabor residual, não provoca cáries e não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina.
Sucralose Pode ser consumida sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa.
Usado como adoçante de mesa e em preparações quentes.
IDA: 15 mg/kg de peso corporal.
Artificiais (produzidos em laboratório)
Adoçante Principais Características
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 300 vezes.
Sacarina Sabor residual amargo em concentrações altas. Redução de sabor residual pela mistura de sacarina com o ciclamato.
Submetida ao calor, não perde suas propriedades.
Não deve ser utilizada por pacientes hipertensos ou que tenham tendência a reter líquidos devido ao sódio.
IDA: 5 mg/kg de peso corporal.
Substância derivada do petróleo.
Poder adoçante em relação à sacarose: 40.
Ciclamato Sabor agridoce é semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual).
Usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, bebidas, congela­dos, refrigerantes, geleias e sorvetes.
Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio.
IDA: 11 mg/kg de peso corporal.
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É produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e ácido aspártico.

Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes
Não apresenta sabor residual amargo.
Aspartame Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, misturas, pós, gomas de mascar, balas, sobremesas, bebidas, conge­lados, refrigerantes,  coberturas, xaropes e produtos lácteos.
É contraindicado para portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
IDA: 40 mg/kg de peso corporal.
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Derivado do potássio.

Poder adoçante em relação à sacarose: 200 vezes.
Apresenta sabor amargo em altas concen­trações.
Acesulfame-K Estável sob altas temperaturas.
Usado como adoçante de mesa, em gomas de mascar, bebidas, café e chás instantâneos, gelatinas, pu­dins, produtos lácteos, panifica­ção e sorvetes.
É eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada.
IDA: 15mg/kg de peso corporal.

AGAVE

A utilização de adoçantes é cada vez mais contraditório pois existem estudos que indicam potenciais problemas de saúde causados pelo seu uso contínuo.

Ainda tem o Xarope de que é novo conceito de adoçar naturalmente os alimentos. Derivado de uma planta de origem mexicana, 100% natural e Orgânica, utilizado para a produção do Xarope de Agave como é conhecido para comercialização, é a variedade AGAVE AZUL (Agave Tequilana).O extrato de agave é conhecido por ter uma textura mais suave que o mel e um sabor neutro.

De acordo com especialistas, este adoçante natural tem uma concentração de mais de 70% de frutose, o que dá ao xarope de agave um alto poder de adoçar, fazendo com que a quantidade usada seja menor, o que representa um menor consumo de calorias. Na planta há cerca de três calorias por grama.

Ainda segundo especialistas, o AGAVE pode ser usado por diabéticos controlados (necessário consultar médico antes de sua utilização). Para a American Diabetes Association, a planta aumenta a glicose no sangue mais devagar que os demais adoçantes. O xarope de AGAVE já é comercializado pela TUTTO NATURAL e tem o certificado orgânico, já que o cultivo deste tipo de cacto com folhas comestíveis é realizado sem a utilização de substâncias químicas. Nos Estados Unidos, ele é considerado um alimento seguro pela Agência Americana de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA).

É também rico em minerais como ferro, cálcio, potássio e magnésio. É por tudo isso que o Agave é um grande aliado de quem busca uma alimentação saudável.

Além disto, para quem não é fã de adoçantes e também sabe dos malefícios do uso do açúcar, o extrato de AGAVE é um forte aliado, já que ele potencializa o sabor natural do alimento sem alterar seu paladar. Afinal, o sabor da planta é classificado como neutro, diferentemente dos demais adoçantes.

AÇÚCARES

Os tipos de açúcares mais utilizados hoje são o refinado, o cristal, o demerara, e o mascavo, sendo possível encontrar o cristal, demerara e mascavos orgânicos. Os melhores para utilização são os orgânicos e o mascavo, pois  não passam por processo de refinamento, mantendo assim mais vitaminas e sais minerais. O orgânico ainda tem uma vantagem sobre o mascavo por ser produzido sem aditivos químicos.

Dicas

Para quem utiliza o açúcar, dissolver bem o produto ao colocá-lo nas bebidas ajuda a reduzir o consumo. Observe ao terminar de consumir a bebida que foi adoçada, se existem vestígios de açúcar no fundo do copo ou jarra. Em caso positivo, isso significa que o mesmo precisava ser mais dissolvido e que você utilizou mais açúcar do que o necessário.

Vale lembrar que, se pudermos evitar adoçar as bebidas e alimentos, devemos fazê-lo: aproveitar o açúcar natural presente na fruta, por exemplo, ao consumi-la na forma de sucos ou in natura é a melhor opção. Pessoas que consomem leites com achocolatado devem evitar adoçar a bebida, pois o produto já contém açúcar em sua composição. Já quem utiliza adoçantes líquidos deve sempre contar as gotas.

FONTE: Nairana Borim, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

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